Ela chegou, todo mundo falando que iria tirar a nota máxima. E ela muito nervosa, só ria. E queria entrar logo na sala para tentar ficar um pouco mais calma, foi para sala, mal conseguia assinar o seu nome, de tanto que suas mãos tremiam, ela sentou na cadeira, enumerou atrás do cartão de confirmação de 1 a 60, para depois anotar o seu gabarito, e depois encostou a sua cabeça na parede, todo mundo começou a entrar, e ela observava, parecia que todo mundo estava tão calmo, e logo depois começou a troca de lugar, enfim. Começaram a entregar a prova, e ela estava mais nervosa, não entendo o porque, ela tinha estudado. Ela estava preparada, estava sim. Pelo menos na parte que ela mais gosta, que é a de humanas ela tinha estudado bastante, mas esse bastante não era o suficiente. A prova começou, ela começou a ler o texto que falava sobre filme, naquele texto da prova de língua portuguesa, ela foi bem. Depois veio uma charge, que ela não achou muita graça, e depois um texto louco, sem nexo nenhum. Mas enfim, ela pulou a parte de exatas e foi para história e geografia, que era o que ela mais gostava. Começou a fazer a prova, e foi ficando mais nervosa, por não está conseguindo fazer algumas questões, ela lia e sabia o que estava dizendo, mas não conseguia responder. Ela fechou a prova, respirou, bebeu água. Abriu novamente, terminou a parte de geografia e história, triste. Foi para parte de exatas, não conseguia fazer quase nada, algumas de química e biologia. Nada saia, começou a bater o desespero. Ela olha para frente, faltam 2:00 horas para acabar, caí uma lágrima do olho dela, o fiscal chega ao lado dela, e pergunta se ela não quer ir ao banheiro e beber uma água, ela só mexe a cabeça dizendo que não, termina a sua prova muito mal, vai marcar o cartão resposta, erra. Mas consegue consertar o seu erro. Entrega a prova, desce as escadas, tem vontade de sentar alí e começar a chorar. Mas não faz isso, chega do lado de fora, todos comentando da prova. Ela só quer ir embora, desce a morro com um amigo que disse que também não foi bem, e ela fica meio quieta, muda um pouco de assunto. Pega o ônibus, vai em pé, a viagem é longa, e todo mundo comentando sobre a prova. Ela consegue sentar no meio do caminho, caí outra lágrima de seu rosto, mas ninguém vê. Ela chega em casa, e sua mãe está preparando uma comida, mas ela deita na cama e começa a chorar, e o único gosto que ela sentiu foi o salgado de sua lágrimas. Ela dorme um pouco, acorda com os olhos inchados de tanto chorar, tenta comer algo, mas não consegue. Mas ela tinha que ver sua nota, toma coragem e corrige o seu gabarito, é ela não passou. Ela volta a chorar, a soluçar, e mãe vem e abraça ela, ela se acalma, a mãe começa a conversar. Ela levanta, pega a sua toalha e vai tomar o seu banho. Pensa em tudo, respira e sai. E não fala mais nada durante a noite toda.
...
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Tão perto, tão longe.
Não quero,
a mágoa
mas não me entendo
por isso te magôo.
Não quero,
cortar tuas vontades
mas não estou presente nelas
perdoa
meu mundo
é longe
mesmo estando por perto.
Noite fria, vento, pensamentos, solidão.
( Luana Fonseca )
a mágoa
mas não me entendo
por isso te magôo.
Não quero,
cortar tuas vontades
mas não estou presente nelas
perdoa
meu mundo
é longe
mesmo estando por perto.
Noite fria, vento, pensamentos, solidão.
( Luana Fonseca )
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Ausente.
Sinto-me meio analfabeta, sem poesia em minhas palavras. Sinto-me estranha, tudo está ficando cada vez mais ausente, não estou sentindo mais a minha emoção. Estou aqui, mas ao mesmo tempo longe, em um lugar onde nada fica nítido, está tudo tão embaçado, queria tentar enxergar, mas eu não consigo. Não estou nem conseguindo respirar direito, esses meus pensamentos estão me sufocando. Essa negação que anda me rondando, está me deixando assim, meio estranha, meio angustiada. Tenho medo disso, de olhar e realmente não enxergar mais nada.
( Luana Fonseca )
( Luana Fonseca )
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
:)
Um cabelo bagunçado
Um sorriso largo
Uma camisa social branca
Uma camisa... que camisa?
Uma mesa, um café.
Gostosas gargalhadas.
( Luana Fonseca )
-9 de dezembro de 2008.
Um sorriso largo
Uma camisa social branca
Uma camisa... que camisa?
Uma mesa, um café.
Gostosas gargalhadas.
( Luana Fonseca )
-9 de dezembro de 2008.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
---
Ao sentir teu cheiro,
Penso em minhas mãos pelo seu corpo,
A nossa respiração, cada vez mais ofegante.
Quando você se aproxima,
E encosta seu lábios aos meus,
E aquele meu sorriso logo após o beijo sai
Como um sorriso de uma criança
E quando você me abraça, imagino loucuras.
Quero cada vez mais, sentir você perto de mim.
E a nossa respiração não para, como o nosso corpo não para.
Tudo existe movimento, mãos, pele, boca.
E eu me silencio, deixo você fazer o que você quiser.
Nessa minha imaginação, não tem um ponto final.
Jamais terá, eu quero que você abuse de mim.
De tal forma que jamais saberei explicar.
Você com o seu olhar, protetor.
Deixando-me com vontade, de te amar cada vez mais.
Deixando-me com vontade, de te deixar louco,
Não querendo, deixar você com ar.
( Luana Fonseca )
Penso em minhas mãos pelo seu corpo,
A nossa respiração, cada vez mais ofegante.
Quando você se aproxima,
E encosta seu lábios aos meus,
E aquele meu sorriso logo após o beijo sai
Como um sorriso de uma criança
E quando você me abraça, imagino loucuras.
Quero cada vez mais, sentir você perto de mim.
E a nossa respiração não para, como o nosso corpo não para.
Tudo existe movimento, mãos, pele, boca.
E eu me silencio, deixo você fazer o que você quiser.
Nessa minha imaginação, não tem um ponto final.
Jamais terá, eu quero que você abuse de mim.
De tal forma que jamais saberei explicar.
Você com o seu olhar, protetor.
Deixando-me com vontade, de te amar cada vez mais.
Deixando-me com vontade, de te deixar louco,
Não querendo, deixar você com ar.
( Luana Fonseca )
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Ensaio.
Era um fim de tarde, o ensaio era tenso, os passos fortes, olhares observadores, ritmo.
Eles vestiam preto, era corpo no corpo, era respiração ofegante, alguns giros, mais olhares, mais intensidade, suor, chão.
O suor foi dando lugar para outro suor, a sede foi morta pela saliva, a luz foi se acabando, os espelhos irradiando-a, a música no seu último toque, as mãos dela batem no chão fazendo eco, respiração, suspiro, calor. Um silêncio.
- Um dos melhores silêncios da vida dela.
( Luana Fonseca )
Eles vestiam preto, era corpo no corpo, era respiração ofegante, alguns giros, mais olhares, mais intensidade, suor, chão.
O suor foi dando lugar para outro suor, a sede foi morta pela saliva, a luz foi se acabando, os espelhos irradiando-a, a música no seu último toque, as mãos dela batem no chão fazendo eco, respiração, suspiro, calor. Um silêncio.
- Um dos melhores silêncios da vida dela.
( Luana Fonseca )
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Menina morena e ágil, o sol que faz as frutas.
o que madura os trigos, o que retorce as algas,
faz teu corpo alegre, teus luminosos olhos
e tua boca que tem o sorriso da água.
Um sol negro e ansioso te enrola nas ervas
da negra melena, quando estiras os braços.
Tu brincas como o sol como com um arroio
e ele te deixa nos olhos dois escuros remansos.
Menina morena e ágil, nada a ti me aproxima.
Tudo de ti me afasta, como do meio-dia.
És a delirante juventude da abelha,
a embriaguez da onda, a força da espiga.
Meu coração sombrio te procura, sem embargo,
e amo teu corpo alegre, tua voz solta e delgada.
Borboleta morena doce e definitiva
como o trigal e o sol, a papoula e a água.
- Pablo Neruda
o que madura os trigos, o que retorce as algas,
faz teu corpo alegre, teus luminosos olhos
e tua boca que tem o sorriso da água.
Um sol negro e ansioso te enrola nas ervas
da negra melena, quando estiras os braços.
Tu brincas como o sol como com um arroio
e ele te deixa nos olhos dois escuros remansos.
Menina morena e ágil, nada a ti me aproxima.
Tudo de ti me afasta, como do meio-dia.
És a delirante juventude da abelha,
a embriaguez da onda, a força da espiga.
Meu coração sombrio te procura, sem embargo,
e amo teu corpo alegre, tua voz solta e delgada.
Borboleta morena doce e definitiva
como o trigal e o sol, a papoula e a água.
- Pablo Neruda
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