Pela primeira vez, ela não estava gostando do clima de carnaval. Ela, não entendia o porquê, afinal ela sempre gostou de carnaval, principalmente do carnaval do lugar onde ela mora que é uma cidade pequena, onde todo mundo é realmente amigo. Era a terceira vez, em 18 anos que ela não ia passar o carnaval no lugar onde ela mora e com os amigos. Ela ia viajar para um local, com um acompanhante, mas acredito que não era isso que a incomodava. Ela estava com pensamento em vestibular, e organizar a sua vida, e outros assuntos que chegava até deixar com dor de cabeça. Se sentia sufocada, parecia que alguém tinha colocado ela em uma jaula escura, e ela não conseguia ver nada, se sentia sozinha, com medo, principalmente de dar o primeiro passo para sair dalí. Ela tinha saído de uma semana tensa, da casa do pai, pensando muito no que é o amor, o que é ser amada, o que é amar, até que ponto devemos nos entregar para um outro ser. Tinha feito também um teste de dança, antes dessa semana da casa do pai, que tinha deixado-a feliz. Mas, ela tinha ficado triste por perceber só depois desse teste, que a dança era o que ela queria para a vida toda, e que ia ser muito difícil dela passar para a faculdade de dança, mas mesmo assim, sentada na escada na faculdade, ela pensou: "um dia eu vou subir todos os dias essa escada aqui", e esse dia não vai demorar. E sorriu!
Voltando para o dia de hoje, segunda-terça/00:52, ela ainda não tinha dormido, então ainda considerava que era segunda-feira, estava em seu quarto, com algumas roupas na cama, papéis e livros no chão, nada organizado para a viagem que ela ia fazer na terça cedo, estava se sentindo mal cuidada,parava as vezes em frente ao espelho, e se sentia feia. Mas, logo depois, abria um sorriso e começava a fazer caretas e ria sozinha, tinha um som no fundo, ela ouvia Los Hermanos bem baixinho, para não acordar a mãe que trabalha cedo. Existia um silêncio dentro dela, sem tamanho. Uma confusão, como esse texto.
Ela resolveu se levantar, depois de muito tempo parada olhando para o nada, com os pensamentos longe, sorrisos, algumas lágrimas, coração batendo forte. Começou a arrumar a sua mala, com sono, terminou mais ou menos. Resolveu deitar, e terminar de arrumar as coisas antes de viajar, tirou a música, apagou a luz, pegou seu mp3, colocou uma música bem calma, fechou os olhos, e não conseguiu dormir, levantou escreveu esse texto, e depois disso ela vai tentar dormir novamente.
Continua...
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
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"O que me move a dançar, é a necessidade de estar viva, de entrar na intensidade da vida. A gente passa por muitas sensações quando dança. São tantas e tão fluidas que é difícil falar sobre elas. Mas isso é uma necessidade. É preciso que o bailarino esteja aberto e disponível para descobrir novas possibilidades de si mesmo."
Sorrindo.
"Ser capitã desse mundo
Poder rodar sem fronteiras
Viver um ano em segundos
Não achar sonhos besteira
Me encantar com um livro, que fale sobre vaidade
Quando mentir for preciso, poder falar a verdade"
Muita coisa acontecendo na minha vida, não consigo escrever nada, só consigo sorrir!
Poder rodar sem fronteiras
Viver um ano em segundos
Não achar sonhos besteira
Me encantar com um livro, que fale sobre vaidade
Quando mentir for preciso, poder falar a verdade"
Muita coisa acontecendo na minha vida, não consigo escrever nada, só consigo sorrir!
sábado, 16 de janeiro de 2010
Fechar os meus olhos.
Ainda estou confusa, precisando respirar melhor. Alguma coisa, que eu não sei bem o que é, anda me deixando com falta de ar, olho para as minhas coisas, faço perguntas, me olho no espelho, acho que estou com grandes olheiras, com um olhar cansado, longe, sem cor, sem vida. Pergunto-me, cadê a minha intensidade? Meus olhos se fecham, e nada mais acontece. Queria que fosse assim, quando eu fechar meus olhos nada mais aparecer, e acontecer, ando com vontade de fechar os meus olhos para muita coisa, pensei que eu nunca ia ter essa vontade, sempre pensei que seria forte para agüentar muita coisa, mas não sou. Sou covarde? Sou doente? Sou desprezível?
Ou sou apenas medrosa? Tenho medo de umas coisas, que eu não entendo. Queria tentar ser aquela menina de 2 anos atrás, que nada abalava, ela sempre estava bem, sorridente, e feliz com coisas simples. Eu até tenho muito daquela menina de 2 anos atrás, mas estamos sempre mudando.- ou não -, mas o meu medo é cada vez maior, aquela menina de 2 anos atrás não tinha tanto medo.
Queria fechar meus olhos para você, mas você não vai sumir, vai continuar ali, nos meus pensamentos.
Queria fechar os meus olhos, para certas verdades que me doem.
Queria fechar os meus olhos, para certas atitudes.
Queria fechar os meus olhos, para o meu eu.
Queria, mas não posso, e mesmo podendo nada vai sumir.
Ultimamente, fecho os meus olhos e penso naquela menina de 2 anos atrás, e dou um sorriso meia boca, e consigo achar um pouco de ar. Ando me contentando com isso.
( Luana Fonseca )
ps: Até esse texto está confuso, rs.
Ou sou apenas medrosa? Tenho medo de umas coisas, que eu não entendo. Queria tentar ser aquela menina de 2 anos atrás, que nada abalava, ela sempre estava bem, sorridente, e feliz com coisas simples. Eu até tenho muito daquela menina de 2 anos atrás, mas estamos sempre mudando.- ou não -, mas o meu medo é cada vez maior, aquela menina de 2 anos atrás não tinha tanto medo.
Queria fechar meus olhos para você, mas você não vai sumir, vai continuar ali, nos meus pensamentos.
Queria fechar os meus olhos, para certas verdades que me doem.
Queria fechar os meus olhos, para certas atitudes.
Queria fechar os meus olhos, para o meu eu.
Queria, mas não posso, e mesmo podendo nada vai sumir.
Ultimamente, fecho os meus olhos e penso naquela menina de 2 anos atrás, e dou um sorriso meia boca, e consigo achar um pouco de ar. Ando me contentando com isso.
( Luana Fonseca )
ps: Até esse texto está confuso, rs.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Sem titulo.
Ando me sentindo assim,
analfabeta,
sem tato, cega
sem cor, sem vida.
sem vontade de sentir.
Não acho mais minhas palavras,
estão confusas,
cheia de incertezas,
incertezas confusas, loucas, irritantes.
(Luana Costa)
analfabeta,
sem tato, cega
sem cor, sem vida.
sem vontade de sentir.
Não acho mais minhas palavras,
estão confusas,
cheia de incertezas,
incertezas confusas, loucas, irritantes.
(Luana Costa)
sábado, 26 de dezembro de 2009
--
Tem coisas lá em casa que eu nem ligo mais,
pra não ter que desligar.
Pessoas da minha vida parecem sumir,
mas insistem em voltar.
Amores requentados,
feito pão dormido,
vêm do microondas.
E o bom e velho gosto de romance antigo
é sempre bom de recordar.
Flores que você traz pra me dar...
Eu não preciso disso pra lembrar.
(Bidê ou Balde)
pra não ter que desligar.
Pessoas da minha vida parecem sumir,
mas insistem em voltar.
Amores requentados,
feito pão dormido,
vêm do microondas.
E o bom e velho gosto de romance antigo
é sempre bom de recordar.
Flores que você traz pra me dar...
Eu não preciso disso pra lembrar.
(Bidê ou Balde)
domingo, 13 de dezembro de 2009
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Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar.
- Caio Fernando Abreu
- Caio Fernando Abreu
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